audiência pública para debater a situação das ferrovias no Rio Grande do Sul e as perspectivas de reativação da malha ferroviária no Estado.
audiência pública para debater a situação das ferrovias no Rio Grande do Sul e as perspectivas de reativação da malha ferroviária no Estado.
PUBLICADO EM 28/02/2026 - 12:00
A Câmara de Vereadores de Itaqui sediou, na manhã deste sábado, 28 de fevereiro, uma audiência pública para debater a situação das ferrovias no Rio Grande do Sul e as perspectivas de reativação da malha ferroviária no Estado. O encontro ocorreu no plenário da Casa Legislativa e reuniu autoridades, lideranças e representantes de diversos setores ligados ao desenvolvimento regional.
O presidente do Legislativo itaquiense, Fernando Silveira, participou da mesa de condução dos trabalhos ao lado do prefeito municipal, Leonardo Betin, e do deputado estadual Tiago Cadó, proponente e presidente da Comissão Especial das Ferrovias. Também estiveram presentes representantes de instituições, empresas, lideranças locais e ex-agentes políticos, com participação presencial e por videoconferência.
Durante a audiência, foi ressaltado o papel estratégico de Itaqui no corredor logístico do Mercosul, especialmente diante da possibilidade de reativação da malha ferroviária. O município se destaca como importante polo orizícola nacional, com forte presença de empresas do setor e investimentos industriais relevantes que reforçam sua vocação logística e produtiva.
Os participantes destacaram ainda a necessidade de retomada dos investimentos ferroviários no Estado, considerando os avanços já realizados em outras regiões e países vizinhos. O fortalecimento da malha ferroviária é apontado como fundamental para melhorar a competitividade econômica, reduzir custos logísticos e aliviar a sobrecarga das rodovias.
A audiência integra o cronograma de encontros promovidos pela Comissão Especial das Ferrovias, instituída no âmbito da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul. O grupo tem como objetivo ampliar o debate sobre a recuperação de trechos ferroviários atualmente inativos, que somam cerca de 1,5 mil quilômetros abandonados. Desde as concessões realizadas em 1996, ainda sob administração da RFFSA (Rede Ferroviária Federal Sociedade Anônima), a malha ferroviária gaúcha sofreu significativa redução, contando hoje com aproximadamente 880 quilômetros em operação.